Um framework de acessibilidade para promover a bancarização de pessoas cegas ou com baixa visão

Paloma Fernanda Sabino Tavares

Este trabalho analisa as barreiras de usabilidade enfrentadas por pessoas com deficiência visual ao utilizarem aplicativos bancários. Para essa avaliação, foram examinadas as principais funcionalidades de cinco aplicações amplamente utilizadas no contexto nacional, identificando limitações de acessibilidade à luz das recomendações da WCAG, bem como de diretrizes especı́ficas para dispositivos móveis, como o Material Design, da Google, e as WCAG Mobile Application Guidelines. O mapeamento das barreiras foi conduzido por meio de três abordagens complementares: Avaliação Heurística, Testes Automatizados e Testes com Leitor de Tela, permitindo uma compreensão abrangente dos desafios presentes na experiência de uso. Com base nesses achados, foi proposto um framework de 17 diretrizes de acessibilidade voltado a operações bancárias em dispositivos móveis. Este framework foi submetido a um processo de verificação prática com a implementação de um protótipo funcional para Android, validado com o leitor de tela TalkBack e pelo Accessibity Scanner. Essa verificação revelou necessidades de especificação técnica não previstas na formulação abstrata das diretrizes como o tratamento de dados mascarados, a leitura de valores monetários e o controle de foco em elementos não interativos, que levaram ao refinamento do framework final, disponibilizado publicamente no Zenodo. Os resultados indicam que, embora nenhum dos aplicativos avaliados atenda plenamente à WCAG, o framework proposto oferece diretrizes prontas para aplicação, contribuindo para reduzir a lacuna entre princípios abstratos de acessibilidade e sua implementação concreta no ecossistema financeiro nacional.


2026/01 - MSI2

Orientador: Raquel Oliveira Prates

Palavras-chave: Acessibilidade, Deficiência Visual, Aplicativos Bancários Móveis, Leitor de Tela, WCAG

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